
O gato malhado e a andorinha Sinhá
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“(...) O Vento e a Manhã, o Papagaio, a Vaca Mocha, o Pato Branco, o Pombo e a Pomba, a Coruja, todos os habitantes da Floresta acompanharam o caso de amor impossível, igual a muitos que acontecem no mundo às vezes incompreensível dos meninos e das meninas, a que somente o amor dá forças e significado às coisas, nesta bela história inventada e escrita por Jorge Amado, o escritor que levou o nome do Brasil a todos os cantos do mundo.” (Antonio Olinto)
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Com esta apresentação, o livro “O gato malhado e a andorinha Sinhá”, dispensa quaisquer outros mais comentários, a não ser que você, querido(a) amigo(a), não seja chegado a uma bela e emocionante história de amor, mesmo que seja a história de um amor impossível entre um gato feio e uma adorável andorinha!
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Apesar de ser um livro direcionado ao público infanto-juvenil, sua leitura é indispensável aos adultos que curtem a pureza, a delicadeza e a poeticidade em seu estado mais pleno e encantador que somente Jorge Amado conseguia captar em sua essência.
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Encante-se com a maestria de sua escrita, no uso da metáfora e na beleza de sua poesia:
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“(...) Com um beijo, a Manhã apaga cada estrela enquanto prossegue a caminhada em direção ao horizonte. Semi-adormecida, bocejando, acontece-lhe esquecer algumas sem apagar. Ficam as pobres acesas na claridade, tentando inutilmente brilhar durante o dia, uma tristeza.(...)”
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“Este é um capítulo curto porque o Verão passou muito depressa com o seu sol ardente e suas noites plenas de estrelas. É sempre rápido o tempo da felicidade. O Tempo é um ser difícil. Quando queremos que ele se prolongue, seja demorado e lento, ele foge às pressas, nem se sente o correr das horas. Quando queremos que ele voe mais depressa que o pensamento, porque sofremos, porque vivemos um tempo mau, ele escoa moroso, longo é o desfilar das horas. Curto foi o tempo do Verão para o Gato e a Andorinha. Encheram-se com passeios vagabundos, com longas conversas à sombra das árvores, com sorrisos, com palavras murmuradas, com olhares tímidos, porém expressivos, com alguns arrufos também... (...)”
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Um livro que encantou-nos!! À mim, e ao meu pequeno sobrinho Thiti!! Recomendamos!!
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O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Jorge Amado
Companhia das letrinhas, 125 págs.
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(Obs.: Jorge Amado colheu essa história de amor de uma trova do poeta Estêvão da Escuna, que a costumava recitar no Mercado das Sete Portas, em Salvador, e a colocou no papel com o tom fabular dos contos infanto-juvenis em 1948, quando vivia em Paris. Não era uma história para ser publicada, mas um presente para o filho, João Jorge, que completava um ano de idade. Guardado entre as coisas do menino, o texto só foi reencontrado em 1976. João Jorge entregou então a narrativa a Carybé, que ilustrou as páginas datilografadas. Segundo palavras do próprio autor, em 1976, quando o livro foi editado: “O texto é editado como escrevi em Paris, há quase trinta anos. Se fosse bulir nele, teria de reestruturá-lo por completo, fazendo-o perder sua única qualidade: a de ter sido escrito simplesmente pelo prazer de escrevê-lo, sem nenhuma obrigação de público e de editor.”)
“(...) O Vento e a Manhã, o Papagaio, a Vaca Mocha, o Pato Branco, o Pombo e a Pomba, a Coruja, todos os habitantes da Floresta acompanharam o caso de amor impossível, igual a muitos que acontecem no mundo às vezes incompreensível dos meninos e das meninas, a que somente o amor dá forças e significado às coisas, nesta bela história inventada e escrita por Jorge Amado, o escritor que levou o nome do Brasil a todos os cantos do mundo.” (Antonio Olinto)
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Com esta apresentação, o livro “O gato malhado e a andorinha Sinhá”, dispensa quaisquer outros mais comentários, a não ser que você, querido(a) amigo(a), não seja chegado a uma bela e emocionante história de amor, mesmo que seja a história de um amor impossível entre um gato feio e uma adorável andorinha!
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Apesar de ser um livro direcionado ao público infanto-juvenil, sua leitura é indispensável aos adultos que curtem a pureza, a delicadeza e a poeticidade em seu estado mais pleno e encantador que somente Jorge Amado conseguia captar em sua essência.
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Encante-se com a maestria de sua escrita, no uso da metáfora e na beleza de sua poesia:
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“(...) Com um beijo, a Manhã apaga cada estrela enquanto prossegue a caminhada em direção ao horizonte. Semi-adormecida, bocejando, acontece-lhe esquecer algumas sem apagar. Ficam as pobres acesas na claridade, tentando inutilmente brilhar durante o dia, uma tristeza.(...)”
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“Este é um capítulo curto porque o Verão passou muito depressa com o seu sol ardente e suas noites plenas de estrelas. É sempre rápido o tempo da felicidade. O Tempo é um ser difícil. Quando queremos que ele se prolongue, seja demorado e lento, ele foge às pressas, nem se sente o correr das horas. Quando queremos que ele voe mais depressa que o pensamento, porque sofremos, porque vivemos um tempo mau, ele escoa moroso, longo é o desfilar das horas. Curto foi o tempo do Verão para o Gato e a Andorinha. Encheram-se com passeios vagabundos, com longas conversas à sombra das árvores, com sorrisos, com palavras murmuradas, com olhares tímidos, porém expressivos, com alguns arrufos também... (...)”
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Um livro que encantou-nos!! À mim, e ao meu pequeno sobrinho Thiti!! Recomendamos!!
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O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Jorge Amado
Companhia das letrinhas, 125 págs.
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(Obs.: Jorge Amado colheu essa história de amor de uma trova do poeta Estêvão da Escuna, que a costumava recitar no Mercado das Sete Portas, em Salvador, e a colocou no papel com o tom fabular dos contos infanto-juvenis em 1948, quando vivia em Paris. Não era uma história para ser publicada, mas um presente para o filho, João Jorge, que completava um ano de idade. Guardado entre as coisas do menino, o texto só foi reencontrado em 1976. João Jorge entregou então a narrativa a Carybé, que ilustrou as páginas datilografadas. Segundo palavras do próprio autor, em 1976, quando o livro foi editado: “O texto é editado como escrevi em Paris, há quase trinta anos. Se fosse bulir nele, teria de reestruturá-lo por completo, fazendo-o perder sua única qualidade: a de ter sido escrito simplesmente pelo prazer de escrevê-lo, sem nenhuma obrigação de público e de editor.”)
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