quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Sei...

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Sei...

Sei que vou estar
Sempre pensando em ti,
Procurando o teu olhar
Por todos os lugares por onde eu andar...

Meus dias não passarão mais em branco,
Meus poemas vão encontrar inspiração
Minha vida finalmente fará sentido
Meus sonhos renascerão...

Sei...

Sei que dentro de mim
Tudo se transformará
As estrelas vão brilhar
E as noites escuras vão clarear...

Junto de ti,
Será mais linda a estrada
Dias mais iluminados
Flores perfumadas!

Sei...

Sei que tudo isso acontecerá
Quando você, meu amor chegar!


(By Regina)
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domingo, 19 de dezembro de 2010

Informação é poder!

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Com as constantes mudanças ocorridas na sociedade e, conseqüentemente, o surgimento de novas tecnologias, tornou-se imprescindível, nos dias atuais, a necessidade de se buscar, cada vez mais, a informação. Estar atualizado sobre o que ocorre no contexto geral do mundo, constituiu-se indispensável.

O aparecimento de novas tecnologias modificou as relações na sociedade, possibilitando um amplo acesso à informação, permitindo ao cidadão estar a par de diversos assuntos como economia, política, cultura etc.

Este acesso à informação e, conseqüentemente, ao conhecimento, possibilitou ao cidadão a aquisição de ferramentas e instrumentos necessários para sua participação plena e ativa na sociedade, sobretudo, em áreas que afetam diretamente a sua vida, permitindo o esclarecimento e consciência de seus direitos, bem como a exigência de cumprimento dos seus deveres.

Com isto, o indivíduo abandonou o papel passivo que ocupava na sociedade e transformou-se num ser ativo e atuante, capaz, inclusive, de produzir conhecimento.

Sendo assim, há que se reconhecer que, num mundo extremamente competitivo e, muitas vezes, até cruel, estar informado é adentrar num mar de possibilidades que levará o indivíduo a evoluir e contribuir para uma sociedade mais consciente, justa e feliz.

Estar informado é ter o poder de transformar o mundo!
(By Regina)
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domingo, 12 de dezembro de 2010

Canção óbvia

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Canção óbvia

Escolhi a sombra desta árvore para
Repousar do muito que farei,
Enquanto espero por ti.
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Quem espera na pura espera
Vive um tempo de espera vã.
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Por isto, enquanto te espero
Trabalharei os campos e
Conversarei com os homens.
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Suarei meu corpo, que o sol queimará;
Minhas mãos ficarão calejadas;
Meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;
Meus ouvidos ouvirão mais;
Meus olhos verão o que antes não viam
Enquanto esperarei por ti.
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Não te esperarei na pura espera
Porque meu tempo de espera é um
Tempo de que fazer.
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Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,
Em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
É perigoso falar
É perigoso andar
É perigoso esperar, na forma em que esperas,
Porque esses recusam a alegria de tua chegada.
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Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
Com palavras fáceis, que já chegaste,
Porque esses, ao anunciar-te ingenuamente,
Antes te denunciam.
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Estarei preparando a tua chegada
Como o jardineiro prepara o jardim
Para a rosa que se abrirá na primavera.
(Paulo Freire)
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O poeta e a Lua

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O Poeta e a Lua
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Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
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A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
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Entre as esferas nitentes
Tremeluzem pelos fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreaberto o pente da lua.
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Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
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Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua.
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O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num delírio de volúpia.
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O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.
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O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perpassa
Um salso cheiro de lua
E a lua, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante a beleza da lua.
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Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
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O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes.
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(MORAES, Vinicius de. Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 1992)
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Eu quero sempre mais

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Eu quero sempre mais - IRA!
Composição: Edgar Scandura

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A minha vida
Eu preciso mudar
Todo dia
Prá escapar
Da rotina
Dos meus desejos
Por seus beijos...
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E os meus sonhos
Eu procuro acordar
E perseguir meus sonhos..
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Mas a realidade
Que vem depois
Não é bem aquela
Que planejei...
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Eu quero sempre mais!
Eu quero sempre mais!
Eu espero sempre mais!
De ti!...
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Por isso hoje
Estou tão triste
Por que querer está
Tão longe de poder?...
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E quem eu quero
Está tão longe
Longe de mim...
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Longe de mim!
Longe de mim!
Longe de mim!...
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(Longe de mim!)
(Longe de mim!)
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Ouça
aqui!
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Fragmentos...


"_ Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Então vai!"


Pois ela não queria que ele a visse chorar. Era uma flor muito orgulhosa!


(O pequeno príncipe)

domingo, 7 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Extremo de si...


“Escrever é estar no extremo de si mesmo...”
(João Cabral de Melo Neto)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Se um dia eu for embora...

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- Se um dia eu for embora...

... deixe a janela aberta pra eu poder te visitar.

De noite...

... ou de dia.

Vestida de brisa...

... das ondas do mar...

... ou de estrelas.

- E eu venho te visitar nas cores do arco-íris...

... e estarei perto de você na solidão...

... e na alegria.

- E se você me regar com lembranças...

... um perfume de flores te acompanhará pelo caminho.

- Se um dia eu for embora venho te visitar...

... sempre. De muitas maneiras.


(Göbel, Anna. Se um dia eu for embora. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008)

(Artista plástica, ilustradora, professora e produtora cultural, Ana Göbel gosta de mover-se em âmbitos culturais diversos. Nascida na Espanha, criou-se entre Alemanha e Argentina, viajando desde criança por muitos países do mundo. Desde 1995 mora no Brasil.)

sábado, 9 de outubro de 2010

Me chama



Me chama (Lobão)
Composição: Lobão


Chove lá fora
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...

Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama!...

Nem sempre se vê
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica
Sem porque...

Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama...

Nem sempre se vê!
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica!...

Nem sempre se vê!
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...

Nem sempre se vê!
Mágica no absurdo
Mágica no absurdo
Mágica!...

Nem sempre se vê!
Lágrima no escuro
Lágrima no escuro
Lágrima!...

Ouça aqui
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